Vidro temperado ou laminado: qual o certo pro seu projeto
“Qual vidro é melhor?” é pergunta mal formulada — temperado e laminado resolvem problemas diferentes, e o projeto certo usa o tipo certo pra cada situação, não o mesmo pra tudo.
Vidro temperado
Passa por um processo térmico que aumenta a resistência a impacto e, se quebrar, estilhaça em pedaços pequenos e sem ponta — mais seguro que vidro comum. É o padrão em boxes de banheiro e boa parte das linhas de envidraçamento, nas espessuras de 8 a 12mm dependendo do sistema.
Ponto forte: resistência e segurança em caso de quebra. Limite: não pode ser cortado ou furado depois de temperado — qualquer ajuste tem que estar especificado antes do processo.
Vidro laminado
Duas ou mais camadas de vidro coladas com uma película intermediária (PVB). Se quebrar, os cacos ficam grudados na película — não despenca, e mantém alguma vedação mesmo trincado. Também reduz mais ruído externo que o temperado sozinho.
Ponto forte: segurança mesmo se quebrar (não cai em pedaços) e isolamento acústico melhor. Limite: custo mais alto e um pouco mais pesado.
Onde cada um faz sentido
- Envidraçamento de sacada (sistema Reiki): os dois são usados dependendo do projeto — testados em centro de controle de qualidade e dentro das normas ABNT em qualquer caso.
- Box de banheiro: temperado é o padrão do mercado — segurança em área molhada com risco de impacto.
- Espelhos: não se aplica essa escolha — espelho usa vidro espelhado espessura própria, não temperado nem laminado no mesmo sentido.
- Divisórias e portas de vidro: depende do vão e do uso — laminado ganha força em vãos maiores ou onde o isolamento acústico importa mais.
A decisão não é só sobre o vidro
Espessura, tipo de vidro e sistema de fixação são definidos juntos, na medição técnica — não dá pra escolher o vidro isolado do resto do projeto. É por isso que cada ficha técnica da Glass System Reiki já vem com a especificação certa pra cada linha, em vez de deixar essa decisão solta pro cliente escolher no escuro.
